Topografia

(2017)

NOMEAÇÕES

Eleito um dos melhores espectáculos do ano de 2017 pelo jornal Expresso e revista Time Out

Nomeado como Melhor Espectáculo de 2017 pela SPA – Sociedade Portuguesa de Autores

ONDE E QUANDO

Lisboa
Espaço da Ribeira – Primeiros Sintomas
15 a 31 de Março de 2017

Almada
Festival de Almada, Fórum Romeu Correia
10 de Julho de 2017

Lisboa
Sala Estúdio – Teatro Nacional D. Maria II
16 e 17 de Setembro de 2017

Cascais
Teatro Experimental de Cascais
3 e 4 de Outubro de 2017
(25 apresentações)

Há num prédio um governo, numa fábrica uma prisão, numa cave um ideal. Com recurso a uma série de quadros originais, o Teatro da Cidade propõe-se a reflectir sobre as fronteiras do conceito de Comunidade e sobre a forma como individualmente nos integramos nela; sobre o movimento que nos faz invisíveis numa multidão, e o prazer que isso nos pode fazer sentir; bem como a importância que cada indivíduo ganha quando num grupo em que, por uma espécie de osmose social, o convívio com identidades diferentes da nossa se mostra fundamental na formação de uma consciência colectiva, que prevê o convívio de opiniões contrárias, a tolerância e a solidariedade, mas também a solidão que quase inevitavelmente buscamos.

FICHA TÉCNICA/ARTÍSTICA

Criação: Teatro da Cidade
Acolhimento: Primeiros Sintomas
Apoio técnico: Alexandre Costa
Fotografia: Leonor Buescu

Interpretação: Bernardo Souto, Guilherme Gomes,
João Reixa, Nídia Roque, Rita Cabaço
Desenho de luz: Rui Seabra e Teatro da Cidade
Cartaz: Mariana Bastos

FOLHA DE SALA

Topografia é o segundo espectáculo do Teatro da Cidade. Depois de Os Justos, de Albert Camus, decidimo-nos a um novo desafio: a criação colectiva original de um espectáculo que se debruça sobre o conceito de comunidade.
O teatro obriga-nos a experienciar este conceito, e quanto mais colectivo é o processo, mais nos confrontamos com a experiência de saber estar em comunidade. Quando decidimos ser “criadores colectivos” – palavras que, juntas, já por si se tornam paradoxais – abdicamos, em grande parte, da nossa individualidade para que de alguma forma a possamos testar ao mesmo tempo.
Saber que aos grupos de teatro se chama companhia é algo que diz bastante sobre a natureza do que se faz em palco. E, assim, a palavra companhia é cara ao conceito de Comunidade. O teatro é, ou pode ser, lugar para contrariar o que no mundo se vai vivendo:

se os dias correm mais depressa, no teatro a espessura do tempo, como nas ruínas, segura-nos; se nos tornamos individualistas na vida quotidiana, no teatro estamos inevitavelmente juntos.
Sobre Topografia pode dizer-se, sem querer entrar em autodefinições, que nasce da nossa cabeça, pode ser espelho destas pessoas, e assim há-de funcionar mais como espectáculo sobre a comunidade que é o Teatro da Cidade do que sobre outra comunidade qualquer. No entanto é sobre o mundo que queremos reflectir e para isso usamos referências e criamos situações que nada têm de nós.
Não há forma de reflectir inteiramente sobre um conceito tão vasto como Comunidade – algo que aprendemos com Os Justos e a Justiça – reflectimos sobre parte disso; e se nos propomos a pensar não encontraremos resposta: estamos, apenas, a iniciar um período de atenção em relação ao tema.

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